Impacto Marketing Jurídico· treinamento comercial
Auxílio-acidente
Uso interno · time comercial

O contrato que o seu comercial joga fora todo dia.

Auxílio-acidente é a campanha que mais escala no previdenciário. E é onde o time comercial mais descarta cliente bom, por não saber uma regra que cabe em cinco minutos de leitura.

Este é o treinamento completo: as quatro peneiras da triagem, as perguntas prontas, o que fazer com cada resposta, os scripts de fechamento e de recusa honesta. No final tem role play e um quiz pra você treinar antes de atender de verdade.

Leitura de 20 minutos 6 casos de role play Quiz com nota Calculadora do período de graça
01 · Por que este treino existe

Não é a campanha. É a conversa.

Todo escritório que reclama de campanha olha para o mesmo lugar: o custo do lead. Quase nenhum olha para o lugar onde o dinheiro realmente vaza, que é a conversa depois que o lead chega.

O caso mais comum é este. O lead escreve: "faz um tempo que eu parei de pagar o INSS". E o atendente responde na hora: "ah, então o senhor perdeu o direito". Descarta. Próximo.

O erro que mais custa dinheiro

Parar de contribuir não é a mesma coisa que perder o direito. Existe o período de graça: a pessoa para de pagar e continua segurada por meses. Às vezes 12, às vezes 24, em certos casos até 36. Nesse tempo ela ainda tem direito ao benefício. Quem descarta esse lead está jogando fora um contrato que já estava fechado.

Os números que o time precisa conhecer

Estes são os parâmetros de campo do previdenciário, medidos na operação. Servem para você saber se o problema está na campanha ou na sua condução.

IndicadorFaixa saudávelO que fazer fora da faixa
Custo por leadR$ 5 a R$ 15Acima de R$ 17, a campanha precisa de ajuste
Leads qualificados4 a cada 10, no mínimoAbaixo disso, o problema é a campanha ou o criativo
Conversão em contrato3% a 10%Perto de 3%, o gargalo é a condução comercial
Custo por contratoR$ 100 a R$ 200Acima de R$ 200, corrija a rota

Repare no que essa tabela diz: se a campanha entrega os 4 qualificados a cada 10 e você fecha perto de 3%, o lead estava bom e a conversa não estava. É exatamente isso que este treinamento resolve.

02 · O produto

O que é auxílio-acidente, sem tecniquês.

É uma indenização mensal que o INSS paga para quem sofreu um acidente, ficou com alguma sequela permanente e por causa dela passou a ter mais dificuldade para trabalhar. Três detalhes fazem dele um produto comercial excelente.

01

A pessoa continua trabalhando

Não é aposentadoria nem afastamento. O cliente recebe e segue no emprego, sem perder renda. Isso derruba o medo dele.

02

Acumula com o salário

É indenizatório. O cliente recebe o benefício junto com o que já ganha. Não substitui nada.

03

Quase ninguém sabe que existe

A demanda é latente. O cliente estava perdendo dinheiro sem saber. Ele nunca ia procurar sozinho, porque não conhece o nome do direito.

A frase que abre a conversa

"O senhor sofreu um acidente, ficou com uma limitação e continuou trabalhando normalmente, certo? Então provavelmente o senhor tem direito a receber uma indenização mensal do INSS, junto com o seu salário. Muita gente na sua situação recebe e nem sabia que podia."

Cuidado com a promessa

Nunca garanta resultado. A frase segura, que o time inteiro deve usar: "não garantimos resultado, mas com um especialista as suas chances são muito maiores". Prometer vitória cria expectativa falsa, vira reclamação e queima o nome do escritório.

03 · O método

As quatro peneiras, nesta ordem.

Toda triagem de auxílio-acidente passa por quatro perguntas grandes. A ordem importa: você começa pelo que elimina mais rápido, para não gastar o tempo do lead nem o seu.

Peneira 1

A lesão

Existe sequela permanente? Sem sequela não existe benefício. Esta é eliminatória e vem primeiro.

Peneira 2

A data e o nexo

Quando foi o acidente e se teve ligação com o trabalho. Define se o caso existe e onde ele corre.

Peneira 3

A qualidade de segurado

Na época do acidente a pessoa estava coberta pelo INSS? É aqui que o time mais erra.

Peneira 4

Função e lesão

A lesão atrapalha o trabalho que a pessoa fazia? É o que sustenta o caso na perícia.

Regra de ouro do treinamento

Uma pergunta por vez. Não mande bloco de perguntas no WhatsApp. O lead responde uma, você usa a resposta dele na próxima. Isso soa como atendimento, não como formulário, e a taxa de resposta sobe.

Responda em até cinco minutos e espelhe o canal: se ele mandou áudio, responda em áudio; se digitou, digite.

04 · Peneira 1

A lesão. Comece por aqui sempre.

1

Existe sequela permanente?

eliminatória
Qual foi a lesão ou a fratura que o senhor teve no acidente?
O senhor fez cirurgia? Colocou placa, pino ou parafuso?

Como ler a resposta

Perfil forte Placa, pino ou parafuso. Amputação, mesmo parcial, de dedo ou dedão. Visão em um olho só. Encurtamento ou diminuição de um membro. Rompimento de ligamento. Artrose depois do trauma. Perda de movimento.
Investigar Não colocou placa nem pino, mas ficou alguma limitação. Faça a pergunta do incômodo, abaixo. Redução pequena já basta para o benefício, então não descarte cedo.
Não serve "Ficou 100%", "foi só gesso", "voltei ao normal". Sem sequela não há auxílio-acidente. Pare aqui, agradeça e explique com carinho.

A palavra que muda a resposta

Nunca pergunte se ficou "sequela" ou "limitação". O cliente minimiza e responde que não tem nada. Pergunte pelo incômodo:

Essa lesão te deixou algum incômodo até hoje? Tipo o punho que travou, o tornozelo que não gira direito, perda de força na mão?

Três casos que exigem atenção

SituaçãoSó serve se
Perda de audiçãoO trabalho dele depende da audição e a perda veio de acidente ou doença do trabalho. Faltando um dos dois, não serve.
Hérnia de disco, coluna, túnel do carpoHouver ligação com o trabalho, ou seja, doença ocupacional reconhecida. Sem essa ligação não serve para auxílio-acidente.
Lesão sem cirurgiaRestou incômodo permanente. Não descarte só porque não teve placa ou pino.
05 · Peneira 2

A data do acidente congela o caso.

2

Quando foi, e teve a ver com o trabalho?

define a rota
Qual foi a data do acidente? Se não lembrar o dia certo, o mês e o ano já ajudam.
O acidente teve relação com o seu trabalho, ou foi fora dele, tipo trânsito, esporte, ou em casa?

A data do acidente é o fato gerador. Tudo o que se analisa depois, se a pessoa estava segurada, quanto ela ganhava, que função exercia, é avaliado naquela data, não hoje.

De 29 de abril de 1995 em diante Vale acidente de qualquer natureza: trânsito, esporte, dentro de casa, no trabalho. Não precisa ter sido acidente de trabalho.
Antes de 29 de abril de 1995, e não foi acidente de trabalho Não serve. Antes dessa data o benefício existia apenas para acidente do trabalho.

Boa notícia para o script

Não existe prazo de decadência que impeça o pedido do auxílio-acidente. Acidente antigo continua valendo. Muito lead chega dizendo "mas isso foi há oito anos" e ele está longe de ser um caso perdido. Se for antigo, use isso a favor: "justamente por ser antigo, pode haver valor acumulado".

Por que perguntar do trabalho

A ligação com o trabalho não muda o direito, mas muda onde o processo corre e libera os casos especiais da peneira 1. Anote a resposta e passe para o advogado.

06 · Peneira 3

Qualidade de segurado: onde o dinheiro vaza.

Esta é a peneira que separa o comercial bom do comercial que perde contrato. Leia com calma, porque é aqui que quase todo mundo descarta cliente que tinha direito.

3

Na época do acidente ele estava coberto?

a mais importante
Na época do acidente o senhor estava com carteira assinada?

Se a resposta for SIM

Com carteira e chegou a se afastar pelo INSS O melhor cenário. Além do benefício, pode haver valores atrasados desde que o afastamento terminou. Sinalize isso ao advogado, é o que aumenta o valor da causa.
Com carteira e sem afastamento Segue firme. O benefício vale a partir do pedido novo, sem retroativo.

Se a resposta for NÃO, não descarte

Aqui é onde mora o contrato perdido. Antes de dizer qualquer coisa, faça a segunda pergunta:

Mas o senhor chegou a ficar afastado, encostado pelo INSS, por causa do acidente?

Se a resposta for sim, o caso é forte do mesmo jeito. Se for não, faça a terceira, que é a pergunta que salva o contrato:

O senhor teve emprego de carteira assinada nos três anos antes do acidente? Como o senhor saiu de lá, mandaram embora ou o senhor pediu para sair? Chegou a receber seguro-desemprego?

O período de graça, em uma frase

Quando a pessoa sai do emprego, ela não perde a cobertura do INSS no dia seguinte. Ela continua segurada por um tempo. Esse tempo é o período de graça, e ele pode ser bem maior do que a maioria imagina.

Quanto tempo dura

SituaçãoTempo de coberturaO que perguntar
Regra geral
quem tinha carteira assinada
12 meses depois do último pagamento Quando foi o último dia de trabalho registrado
Quem contribuiu bastante Mais 12 meses, totalizando 24 Se ele já tinha uns 10 anos de contribuição somados, sem grandes buracos
Quem foi mandado embora Mais 12 meses, podendo chegar a 36 Se a saída foi demissão sem justa causa e se recebeu seguro-desemprego

E ainda tem um bônus de prazo

Terminado o período de graça, a cobertura ainda não cai na hora. A lei dá uma folga extra: a pessoa só deixa de ser segurada depois do dia 15 do segundo mês seguinte. Na prática são quase dois meses a mais. Em caso apertado, é isso que decide.

Por isso a regra do time é: nunca faça essa conta de cabeça. Use a calculadora abaixo.

Dois avisos que o time precisa dar

Peça o print do CNIS ou da carteira digital. No aplicativo Gov.br o cliente consegue em dois minutos, e é isso que confirma as datas. Se ele não souber mexer, ajude: quem ajuda a recuperar a senha do Gov é quem mais fecha contrato.

Oriente sobre o bico. Se ele trabalhou informalmente durante o desemprego e declarar isso na perícia ou em juízo, a prorrogação cai por terra. Isso precisa ser conversado com o advogado antes.

Quem paga por conta própria

Paga carnê, é MEI ou cooperado Pergunte: antes de pagar por conta, o senhor saiu de um emprego de carteira? Quanto tempo passou entre a saída e o acidente? Se o acidente caiu dentro do período de graça daquele emprego antigo, o caso pode seguir. Passe para o advogado avaliar.
Sempre pagou por conta, nunca teve carteira Não serve para auxílio-acidente. Quem contribui por conta própria não tem direito a este benefício específico. Explique com honestidade e verifique se cabe outro benefício.

Casos especiais que aparecem sempre

  • Trabalhador rural e pescador artesanal: têm direito, siga normalmente.
  • Empregado doméstico: se o acidente foi antes de junho de 2015, não serve.
  • Servidor de prefeitura ou órgão público: pergunte quem pagou o afastamento. Se foi a própria prefeitura, o caso não corre pelo INSS.
07 · Ferramenta

Calculadora do período de graça.

Use durante a ligação. Preencha com o que o lead falou e veja na hora se ele ainda estava coberto na data do acidente. A conta já inclui a folga extra do dia 15.

Esta conta é uma triagem comercial, não é parecer jurídico. Confirme sempre as datas no CNIS e passe o caso para o advogado.

08 · Peneira 4

A lesão atrapalha o trabalho dele?

4

Função e lesão precisam conversar

sustenta a perícia
Qual era a sua função registrada na carteira na época do acidente?

O benefício existe porque a sequela deixou o trabalho mais difícil. Então a lesão precisa conversar com a função. É isso que a perícia vai olhar.

Reforça o caso Função braçal com lesão coerente: produção, obra, carga e descarga, limpeza, serviços gerais, motorista. A sequela atrapalha visivelmente o serviço.
Precisa reposicionar Lesão na perna com trabalho sentado, por exemplo. Antes de descartar, pergunte: "no seu dia a dia o senhor ia para a rua? Buscava material? Subia escada, ficava muito tempo em pé?" Muita função administrativa tem parte braçal escondida.
Não serve Não há como ligar a lesão ao trabalho de forma nenhuma. A perícia não passa. Não feche.
09 · Anti-manual

Os sete erros que custam contrato.

Cada um destes erros já foi visto em operação real. Leia como checklist do que não fazer.

Erro 01

Descartar quem parou de contribuir

O período de graça existe. Antes de dizer não, pergunte quando ele saiu, como saiu e se recebeu seguro-desemprego.

Erro 02

Esperar o lead chegar pronto

Ficar aguardando ele mandar laudo e documento para só então atender. Quem mais fecha é quem ajuda a buscar: senha do Gov, CNIS, laudo.

Erro 03

Perguntar se ficou sequela

O cliente minimiza e diz que está bem. Pergunte pelo incômodo do dia a dia, com exemplo concreto.

Erro 04

Mandar tudo de uma vez

Bloco de sete perguntas no WhatsApp mata a conversa. Uma por vez, usando a resposta anterior.

Erro 05

Demorar para responder

Lead de tráfego esfria em minutos. A meta é responder em até cinco minutos e no mesmo formato que ele usou.

Erro 06

Prometer que vai ganhar

Nunca garanta resultado nem valor. Use a frase padrão das chances maiores com especialista.

Erro 07

Fechar caso que não tem direito

O pior de todos. Gera reclamação, pedido de dinheiro de volta e destrói a reputação do escritório. Recusar bem também é trabalho comercial.

Duas palavras que o time não usa

Com o cliente, nunca fale "contrato" nem "vender". Fale em procuração e em ajudar o senhor a receber o que é seu por direito. Muda a temperatura da conversa inteira.

10 · Scripts

O que dizer, palavra por palavra.

Adapte ao seu jeito de falar, mas mantenha a estrutura. Ela foi montada para não perder o lead em nenhuma das quatro peneiras.

Abertura, primeiro contato

Oi, [nome]! Aqui é [seu nome], do escritório [nome]. Vi que o senhor preencheu sobre o acidente. Posso te fazer duas ou três perguntas rápidas pra entender se o senhor tem direito? É rápido, prometo.

Quando ele conta o acidente

Entendi. E essa lesão te deixou algum incômodo até hoje? Tipo dor quando faz esforço, perda de força, alguma coisa que travou?

Quando o perfil é forte, o fechamento

[nome], pelo que o senhor me contou, o seu caso tem tudo pra dar certo: o senhor tem a sequela, tinha cobertura do INSS na época e a lesão atrapalha justamente o tipo de trabalho que o senhor fazia. O próximo passo é simples: eu te mando a procuração pra assinar digitalmente, leva dois minutos no celular, e o doutor já começa a analisar. Não garantimos resultado, mas com especialista as suas chances são muito maiores. Posso te mandar agora?

Quando falta documento

Perfeito. Pra confirmar as datas eu preciso de um print do seu CNIS. É fácil: entra no aplicativo Gov.br, vai em "Meu INSS", "Extrato de contribuições". Se o senhor não lembrar a senha, me fala que eu te ajudo a recuperar agora, é rapidinho.

Quando o caso não serve, a recusa honesta

[nome], eu analisei com cuidado o seu caso e vou ser sincero com o senhor, porque acho que é o certo: nessa situação específica não dá pra entrar com o pedido, porque [motivo em uma linha]. Eu prefiro te falar isso agora do que te dar esperança. Guarda o meu contato, porque se mudar alguma coisa, ou se acontecer com alguém da sua família, pode me chamar sem compromisso.

Por que a recusa honesta é comercial

Quem recusa bem recebe indicação. O cliente que não tinha direito e foi tratado com respeito conta para os outros. Quem fecha caso ruim recebe reclamação e pedido de devolução.

11 · Objeções

O que ele diz, e o que você responde.

O lead dizVocê responde
"Mas eu continuo trabalhando normal" É justamente por isso que existe esse benefício. Ele foi feito para quem voltou a trabalhar mas ficou com uma limitação. O senhor recebe junto com o salário, não perde nada.
"Isso foi há muito tempo" Não tem problema. Para esse benefício não existe prazo que impeça o pedido. E acidente antigo às vezes tem até valor acumulado.
"Já falei com outro advogado e ele disse que não tinha direito" Acontece bastante, porque a regra da cobertura do INSS tem detalhes que muita gente não analisa com calma. Me deixa conferir as datas do seu caso, se realmente não der, eu te falo na hora, sem enrolação.
"Quanto eu vou receber?" Depende do que o senhor recebia na época, e quem calcula isso é o doutor com o seu extrato na mão. O que eu posso te dizer é que é um valor mensal, que soma com o seu salário.
"Vou ter que pagar alguma coisa?" Explique exatamente o modelo do seu escritório, sem rodeio. Cliente que descobre custo depois cancela.
"Preciso pensar" Claro. Só me diz uma coisa pra eu te ajudar melhor: o que ficou de dúvida? É sobre como funciona, ou sobre o escritório?
"Vou perder meu emprego se eu pedir isso?" Não. Esse pedido é feito ao INSS, não à empresa. O senhor continua trabalhando normalmente.
12 · Treino

Role play: o lead na sua frente.

Seis situações reais. Leia o que o lead disse, escolha a sua conduta e veja o que aconteceria. Erre aqui, não no atendimento.

13 · Prova

Quiz final. Você está pronto?

Doze perguntas. Ao final você recebe a nota e a revisão dos pontos que errou. Acerte pelo menos dez antes de atender lead de verdade.

Pergunta 1 de 12

14 · O próximo passo

Seu time agora sabe conduzir.
Falta o lead chegar.

Este treinamento resolve o lado que estava vazando dinheiro: a conversa. Mas conversa boa só vira contrato se tiver gente chegando todo dia. É exatamente esse o nosso trabalho.

Campanha validada em auxílio-acidente É a campanha que mais escala no previdenciário, e a gente roda ela todo dia. Criativo que já qualifica pelos três pré-requisitos, antes do lead chegar no seu WhatsApp.
Volume com qualificação medida Não entregamos só volume. Acompanhamos quantos leads chegam qualificados, porque é esse número que decide se o problema é a campanha ou a condução.
Comercial acompanhado de perto A gente não some depois de subir o anúncio. Este material é parte do que entregamos: time treinado converte o lead que já estava chegando.
Quero campanha de auxílio-acidente no meu escritório

Você conta o momento do escritório e a gente monta o cenário. Sem compromisso e sem enrolação.